OTÁVIO CORREIA: a utopia gratuita e sem discurso.

Todos os brasileiros conhecem a foto daquele civil entre os militares do eventos de “Os 18 do Forte de Copacabana”. Se por acaso alguém identifica este civil, de nome Otávio Corrêa, poucos terão condições para pensá-lo como pessoa humana, pois esta pessoa foi embalsamada como um mito num cenário dos mais dramáticos da nossa história. Foto embalsamada em livros sebosos e pouco simpáticos que circulam nas nossas pouco agradáveis salas de aulas. Pouco agradáveis pois, afinal, para a maioria dos brasileiros, o estudo continua sendo apenas uma “obrigação para subir na vida” e não “um prazer desinteressado”. Para as autoridades esta educação é um investimento. Falar, para estas autoridades, que "a escola é o lugar  do ócio" é pedir briga ou então ser visto como alguém pouco sério, ou ainda, taxado como um potencial desequilibrado mental ao qual é perigoso prestar alguma atenção, por mínima que seja.

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PODER ORIGINÁRIO

O único poder que emana do povo é administrado através de três vertentes na clássica divisão montesquiniana. A administração do poder - que emana do povo – em três vertentes é simétrica e contemporânea aos primórdios da linha de montagem da era industrial, transposta ao âmbito do Estado. A operacionalização da fabrica supõe o seu planejamento (Legislativo), a operação da fábrica (Executivo) e o controle de qualidade (Judiciário). Contudo esta tripla atividade da fábrica só é operante quando existir o meio e a finalidade (teleologia) que necessita estar em sintonia fina (just of time) com planejamento, execução e controle contando com uma origem e um fim. Portanto, se não existir a origem e o fim desta organização do Estado Nacional, os três vertentes do poder que emana do povo não se bastam e não possuem finalidade, por mais afinados que estejam entre si mesmos. A origem e a finalidade do poder que emana do povo necessitam serem reconhecidas, não só no momento concedido de uma constituinte nacional, mas ao longo de todo o processo de sua implementação, maturidade e decadência. Mas este reconhecimento da origem e da finalidade também não garante, por si mesmo, a expressão do Estado nacional e nem o acatamento da individualidade diferenciadora.

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Se fôssemos tão inteligentes como pensamos ser :
já teríamos chegado à sabedoria”          Sêneca (4 a.C – 65 d.C)

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