CÍRIO SIMON quis ser artista plástico. Para isso realizou o Curso de Artes Plásticas no antigo Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul, sendo orientado, entre 1958 e 1962, pela legendária equipe da época e convivendo com colegas que mantinham a mesma aspiração. Mas a vontade de ser artista plástico teve de ser superada pela atividade docente, que três gerações da sua família já haviam exercido.

Freqüentou a Licenciatura de Desenho da Faculdade de Filosofia da UFRGS, onde encontrou a confluência de todos o cursos de graduação e a elite dos seus estudantes e docentes. Formou-se em 24.03.1964. Atuou, até 1985, em salas de aulas populares e da periferia ao longo dos anos de chumbo. Além de ganhar o seu pão e da sua família, fez uma legião de amigos entre os docentes e os estudantes no Colégio São João, Cândido Godói, Luis Dourado, São Judas, Champagnat, José Mesquita e Rosário. Acompanhou os seus colegas de graduação atuando como docente na FEEVALE e Faculdade Palestrina. Para dar suporte a essa atuação cursou a Especialização em Ensino Superior e depois o mestrado em Método em Técnicas de Ensino

Em 1985 começou a se dedicar exclusivamente à docência atuando na Faculdade de Arquitetura e na FABICO, lotado e lecionando no Departamento de Artes do IA além da vida sindical na ADUFRGS. A partir de 1995 seguiu o programa de Doutoramento em História na PUC-RS para atender as exigências que essa escolha lhe valeu.
Ao defender a sua tese, em 2002, ele esperava dedicar o resto de sua vida às atividades de pesquisa e de docência em grandes turmas, mas foi surpreendido pela vontade da comunidade do Instituto de Artes da UFRGS para assumir a tarefa de 1o servidor da administração, posição que deverá levar até sua aposentadoria compulsória, a ocorrer em 2006. Nessa seqüência de vontades contrariadas, esqueceu de fazer uma carreira própria, nem teve tempo para procurar prêmios ou atravessar o Atlântico, o Equador, muito menos o Pacífico. Seus prêmios são os seus amigos e as suas viagens consistem na fidelidade à sua terra natal.
Afinal, se o sul-rio-grandense cuidar do seu ambiente e de todos aqueles que ali vivem, descobrirá que também é responsável por todo o projeto civilizatório que a república brasileira abriu para a cidadania.

Se fôssemos tão inteligentes como pensamos ser :
já teríamos chegado à sabedoria”          Sêneca (4 a.C – 65 d.C)

Site criado em 27/10/2008                  Atualizada em 10.11.2008 4:22


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